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Impressão em 3D: uma nova era?

Para quem se entusiasma com a impressão em 3D, mas ainda não entendeu muito bem essa tecnologia, preparamos um pequeno artigo com a definição de alguns termos aliados a esta novidade.
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Design colaborativo, makers, customização de produto e design generativo são alguns dos conceitos que vieram junto com a tecnologia de impressão em 3D. Apenas alguns. Essa tecnologia não é só uma novidade, é uma revolução tecnológica e ao mesmo tempo uma revolução comportamental. Atrás de uma impressora 3D vem os fazedores, chamados de makers. Pessoas com ou sem nenhum conhecimento formal em engenharia, design, ou arquitetura, por exemplo, mas que sempre criaram suas próprias soluções, seus produtos personalizados. Vem também aqueles designers que sempre quiseram compartilhar da experiência de se criar um produto do zero. Suas dificuldades, desafios e sucessos. E os consumidores que nem bem abriam a caixa com sua mais recente compra e já iam mudando cor, corte, tamanho, enfim, customizavam o produto para adaptá-lo melhor aos deus desejos e necessidades. E com um teor mais profundo de complexidade, para os formalmente instruídos, abriu-se a possibilidade da criação sem limites. Descobriram o design generativo, termo bem menos popular, mas que vira e mexe, aparece unido à tecnologia de impressão em 3D. Por meio do design generativo a arquiteta gaúcha Ana Vettoretti, criou um banco de praça com informações de comportamento ergonômico no uso desses mobiliários urbanos, por 265 pessoas, criando um projeto de customização em massa. Pode? Pode. Se quiser conferir, clique neste link. Se você é um maker, com certeza vai clicar. Os entusiastas da impressão em 3D são pesquisadores obsessivos, curiosos incontroláveis. Agora ainda mais incontroláveis, pois sabem que suas mais loucas ideias podem se tornar algo palpável, em 3 dimensões, ali no escritório da sua casa, ou em cima da mesa da cozinha, tanto faz. Afinal, um espaço cheio de formalidades é o avesso dessa nova revolução industrial.

Sobre Design colaborativo: o design colaborativo é um meio de criação e desenvolvimento de produtos em que todo o processo é realizado de forma aberta, compartilhada. Pode ser realizado num ambiente virtual, em que os usuários opinam nos projetos, melhorando o produto, levantando questões, etc. Assim, a ideia é melhorada até chegar num produto final.

Para saber mais acesse: https://www.quirky.com e www.corais.org

Ou pode ser realizado num ambiente físico como o Fab Lab: Uma forma presencial de desenvolvimento colaborativo são os Fab Labs. Uma rede de laboratórios de protótipos, criada em 2001 no MIT, Massachusetts Institute of Technology, pelo professor Neil Gershenfeld. A ideia era abrir o laboratório equipado com fresadoras, máquinas de corte a laser, impressora 3D, entre outros equipamentos, para uso dos alunos. Desde então, a rede conta com mais de 200 unidades espalhadas pelo mundo. Em São Paulo há duas unidades da rede. Um dos laboratórios está na USP e outro, o Garagem Fab Lab, é aberto ao público. Em um dia da semana, as atividades são gratuitas. Nesses dias, chamados de “open days”, é cobrado somente o custo de material utilizado. Os Fab Labs possuem regras como os ambientes virtuais de design colaborativo, como a utilização de softwares livres e a criação dos projetos de forma aberta, com toda a informação disponível para qualquer interessado. Porém, com a vantagem do inventor sair com um protótipo do seu produto em mãos.

Para saber mais, acesse: www.garagemfablab.com e http://fab.cba.mit.edu/

Makers: esse termo define os “fazedores”. Pode ser eu ou você. Os Makers, geralmente não se contentam com o que é disponibilizado no mercado e acabam criando suas próprias soluções. A diferença é que, agora, essas pessoas conseguem não só pensar numa solução melhor para determinado produto, como realizar essa solução utilizando os equipamentos disponíveis atualmente. O equipamento que mais faz brilhar os olhos de um Maker é, sem dúvida, a impressora 3D!

Customização de Produto: customizar um produto é modificá-lo para que ele fique com a “sua cara” ou atenda melhor a sua necessidade. Pode ser uma modificação de cor, tamanho, formato ou até mesmo a adição de algum componente que o torne mais eficiente.

Design Generativo: é um processo por meio do qual é possível criar um projeto a partir de códigos conhecidos como algorítimos. Esses códigos são alimentados conforme características possíveis e desejáveis para determinado produto. É como um código de DNA que a cada combinação cria uma possibilidade diferente, gerando diversas opções de projeto. Além do exemplo já citado de uso desse processo para a customização em massa dos bancos de praça, neste link há um bom exemplo da união da impressão em 3D com a criação por meio do Design Generativo.

Nem tudo são flores...

Apesar de toda essa avalanche de possibilidades, a impressão em 3D ainda é muito recente. Por isso, uma parte do que lemos (ou até escrevemos) sobre o assunto, ainda não é uma realidade tão banal. Por exemplo, imprimir um sapato em casa ainda não é nem tão barato, nem tão acessível tecnologicamente. Isso porque a matéria prima para impressão tem um custo muito alto. E o arquivo para impressão deve ser feito por um profissional que saiba criar por meio de softwares de desenho em 3D. Para chegar a imprimir um sapato em sua casa você deve, além de ter uma boa impressora 3D, adquirir a matéria prima e ter a habilidade para criar seu próprio produto num software compatível com a impressora, ou adquirir um arquivo já pronto. O que levaria novamente, a ter um produto nem tão sua cara assim...